Crise do sistema colonial


inconfidência mineira


• A insatisfação da sociedade mineira em relação a Portugal vinha se agravando. Quando o esgotamento das jazidas de ouro de aluvião levou à diminuição da atividade mineradora, o governo metropolitano alegou o contrabando como a causa da queda da arrecadação e passou a exigir as 100 arrobas anuais de ouro, que deveriam ser pagas como imposto.

 • A cobrança era feita por meio da derrama (cobrança forçada dos impostos atrasados feita pelas autoridades coloniais). Diante disso, membros da elite de Minas Gerais reuniram-se para promover um movimento contra a Coroa portuguesa. 


A REBELIÃO TRAÍDA 

• O início do movimento foi marcado para quando começasse a derrama. O alferes (segundo-tenente) Joaquim José da Silva Xavier, apelidado Tiradentes, ficou encarregado de prender o governador e dar início ao levante.

 • Os planos da conjuração não chegaram a ser colocados em prática, pois o movimento foi denunciado por Joaquim Silvério dos Reis em troca do perdão de suas dívidas com a Coroa portuguesa. 

• Os conjurados pretendiam, caso conseguissem tomar o poder, proclamar a independência em Minas Gerais; instaurar um governo republicano, a ser sediado em São João del Rei; criar um parlamento em cada cidade, subordinado ao parlamento central localizado na capital; criar uma universidade em Vila Rica; incentivar as manufaturas; explorar jazidas de ferro e de salitre; e instalar uma fábrica de pólvora.


Triste fim...  


conjuração baiana

• Outro movimento de contestação ao domínio português no Brasil foi a Conjuração Baiana, ocorrida em 1798 na Bahia. Nos anos anteriores ao movimento, muitas lavouras destinadas à produção de gêneros alimentícios foram substituídas pela cana-de-açúcar. Isso provocou a escassez de alimentos e o consequente aumento dos preços, gerando profunda insatisfação entre a população, sobretudo das camadas menos favorecidas, que começaram a enfrentar a fome. A corrupção das autoridades e a pesada carga de impostos cobrados na Colônia contribuíam para o crescimento da rejeição à Coroa portuguesa.

 • As ideias iluministas eram cada vez mais difundidas entre os intelectuais da região, que promoviam reuniões abertas para debater tais temas. Desse modo, os ideais de liberdade se incorporaram também ao universo popular. 


A PUNIÇÃO AOS MAIS POBRES 

• Em 12 de agosto de 1798, as ruas de Salvador amanheceram repletas de panfletos com dizeres que incitavam à luta, defendendo ideias revolucionárias como a instauração de uma república democrática, o fim da escravidão e a diminuição dos impostos. O governo baiano agiu rapidamente, colhendo denúncias que resultaram na prisão de 36 pessoas. Os conspiradores da elite baiana foram poupados. Todos os conjurados presos eram negros ou filhos de negros. 

• No final do processo judicial, quatro líderes populares foram condenados à morte por enforcamento. Em 1799, eles tiveram seus corpos esquartejados e expostos em locais públicos de Salvador. Assim como ocorrera em Minas Gerais, os demais foram condenados à prisão ou ao banimento para a África. Os escravizados envolvidos foram açoitados e seus senhores foram obrigados a vendê-los para regiões distantes.

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